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Música Popular de Sernancelhe
Não tem despercebido à comunidade Sernancelhence a intensa actividade do novo agrupamento musical "Conjunto Rata Fina", sociedade Lda. de quatro elementos, registada na Conservatória Notarial e Registo Civil local, e com plena convicção de conquistar os TOPS musicais de Portugal, e transmitir o nome do CONCELHO pelo mundo inteiro, através dos espectáculos a que vão sendo solicitados pelas comunidades portuguesas espalhadas pelos vários continentes, e porque não, também pelos hipotéticos discos de ouro ou platina que poderão vir a alcançar.



   Conjunto    
  "RATA FINA"

 

Os elementos que constituem o conjunto, ou banda, conforme lhe queiram chamar, são quatro, tal como os célebres e imortais "Beatles":
Carlos Rata Fina, acordeonista de gema, sempre pronto para o toque, dia ou noite, e se necessário directas por mais de 24 horas. Um candidato para concorrer ao Guiness sem dúvida.
No último espectáculo cansou tanto o acordeão, que o sobreaquecimento foi tal que acabou por romper o fole do instrumento. É obra.
              Os baixos estão sob a responsabilidade de Armandino Bombo. É ele que sinaliza o ritmo da orquestra. E o som do seu instrumento entoa com tal ênfase, que quem está por perto corre o risco de surdez ou romper os tímpanos, e consta-se que quando está bem inspirado o toque do seu bombo é bem ouvido nas aldeias vizinhas

O Tanja é o gaiteiro. Gosta muito de tocar na gaita, mas os entendidos dizem que toca bem.
O problema é quando está com falta de ar, ou seja com a maldita bronquite asmática. O que lhe vale é o gravador a pilhas estereofónico que tem dentro do saxofone, que com um simples chique, consegue enganar bem os ouvidos do Zé povinho.

Toino é responsável pela guitarra; na verdade um bom elemento da orquestra e transmite qualidade no som. Só que quando faltam as pilhas alcalinas o instrumento não toca. Também quando são novas as pilhas, e estão muito carregadas de electricidade,  às vezes as cordas da guitarra ou dão choque eléctrico, ora aquecem muito...Engraçado: é quando toca melhor

       





Conjunto Rata Fina em plena e escaldante actuação em modo estereofónico.

Parabéns "Conjunto Rata Fina" que muito nos dignifica, Sem dúvida que assim a tocar vão longe; de certeza que pelas vossas cabeças e em sonhos percorrem o mundo inteiro. Aconselho-os a fazer seguro de vida por dois motivos:
1º - porque a carga eléctrica dos vossos instrumentos é muito alta e podem explodir
2º - há sempre que não goste de vocês a actuar e então, uma carga de porrada podem levar por incómodos que causam com os lindos e estridentes ruídos medidos em décibeis da actuação.
                             
 
 

  Conjunto
 Maria Albertinha

Em Chosendo, Sernancelhe: espectáculos ao vivo para todo o País; temos para venda cassetetes de vídeo estéricas, só para aparelhages a 220 volts ou a pilas alcalinas

     
 
 

  

 Conjunto
 Cucos Malandros

   da Tabosa da Cunha
que pode ter os dias contados, visto que gigantones que podem ver em baixo e em actuação, por serem tão altos andam-se a queixar de vertigens com o risco de darem um tombo em plena actuação e ser uma vergonha.

Por outro lado, homens e senhoras de bem, já com umas falhas de cabelo, queixam-se que os ditos Gigantones lhes vêem a careca.

E finalmente o que se consta do Sr.Valter, o acordeonista dos "Cucos e Malandros", que também é visto em baixo nas figuras, só toca bem para as garotas boas.
Quando são velhas, ou não lhe agradam, toca no seu acordeão estéreo e a pilhas, só musicas "metálica" para o dito pessoal da pesada e que todos já conhecem das discotecas, pelo cabelo à panque...

   

 

De qualquer maneira somos todos bons rapazes, temos como maestro o Sr Manel Carteiro que podem ver em cima a rir-se. Que muito nos tem ensinado de

música e pauta musical, pois como Carteiro no activo abre as cartas do correio do pessoal que anda numa de paixão e romantismo, e na dita correspondência de vai e vem,  caça lá belas poesias e músicas "Apaixoneintes" que conseguem adormecer, mesmo aqueles que já tomaram duas doses de Extasy.



Mas segundo se consta lá pela aldeia, ele cobra-se bem das músicas e versos, e digo bem "roubadas" do já dito pessoal apaixonado que não tem dinheiro para telémobél, e só por carta se pode exprimir. Parece

que por cada música cedida aos "Cucos e Malandros" se paga de 10 euros e se for música estérica-ofónica vai aos 15 euros. E mais se nos versos românticos entrarem palavras "Sexy" ou "eventualmente chocantes" vais a mais dois euros... Enfim é um modo de biber a vida...

 
     

Finalmente para quem vai pelo arcordeão, temos em Lamosa o "Conjunto América-New-York" do Sr. Enxertador de Castanheiros, Américo, mas natural de Portugal e não da América, como alguns pensam, e que tem uma particularidade quando toca: tem de abrir e fechar o fole para o instrumento então debitar a música, com os decibeis permitidos pela lei, e quando as mãos estão cansadas de tanto e abrir e fechar o fole, deita óleo fula para o "dito" fole correr melhor:
Por vezes também liga o acordeon à corrente de alta tensão quando o reumatismo lhe chega aos ombros, por uns fios blindados que já trás consigo.. Então liga os cabos cheios de corrente à ficha da aparelhagem "Acordeão", e então o motor que está lá dentro, passa a abrir e fechar o fole automaticamente por um dispositivo electrónico.

 
     
     

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