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Cavaco Silva iniciou em Sernancelhe, a pré-campanha, numa visita à
Santa Casa da Misericórdia.
À margem da visita às novas instalações desta instituição, o candidato
presidencial garantiu que não vai responder a ataques pessoais, porque
pretende fazer uma campanha "digna".
Em Sernancelhe, Cavaco Silva deixou o aviso aos seus adversários de
que faria uma campanha virada para a coesão social e sem entrar em
ataques pessoais, porque, sublinhou, quer uma campanha "digna".
"Ninguém pode contar comigo para radicalismos, insultos e mentiras.
Entendo que quem está por seriedade e verdade nesta campanha eleitoral
deve demonstrar que tem honestidade, ousadia e ambição de defesa do
interesse nacional para ocupar o cargo caso mereça a confiança dos
portugueses".
O Prof. Cavaco Silva afirmou que o seu objectivo na pré-campanha e na
campanha eleitoral das presidenciais de 22 de Janeiro será explicar
aos portugueses como pode contribuir para ultrapassar as actuais
dificuldades que o país atravessa.
"Não estou aqui para derrotar este ou aquele candidato. Quero
apresentar as minhas propostas. Estou aqui porque considero que a
situação de Portugal é muito difícil e para salvaguardar o futuro dos
portugueses".
Cavaco Silva frisou que o país tem vindo a "afastar-se do
desenvolvimento de outros países" europeus, desde há cinco anos, uma
situação que agrava as dificuldades dos cidadãos, prevendo-se, segundo
o antigo primeiro-ministro e ex-líder do PSD, que a crise económica e
social se traduza em 450 mil desempregados em 2006.
Com este início de visitas em Sernancelhe, o Prof. Cavaco transmitiu
querer "dar um sinal do seu forte empenhamento na defesa da coesão
económica e social". |