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Uma jornada em BTT do Seixo à Vila da Ponte

A partida em BTT neste quente Domingo de Verão dia 23-07-06 desta vez foi a partir da aldeia do Seixo, com a vontade de sofregamente ultrapassar os obstáculos mais íngremes.

Na primeira parte do percurso, cujo objectivo era a  Srª das Necessidades em Vila da Ponte  avançamos paralelos à ribeira que nasce em Guilheiro, em direcção a Sarzeda, não subindo pela estrada nacional, mas percorrendo o  tortuoso caminho rural que segue mais à distância. Antes de Sarzeda começaram as primeiras subidas do dia, onde o calor já apertava fortemente pelo percurso com alguma sombra dos pinheiros.

Tivemos sempre a companhia diversificada dos vários 40 participante, mas por vezes alguns lá iam ficando para trás nas subidas. 

Chegamos à aldeia de Sarzeda, e descemos em velocidade com direcção a Vila da Ponte, cruzando a estrada municipal para Ferreirim e descendo em direcção à ribeira de Ferreirim, contornando a margem direita da albufeira para passar a ponte de Vila da Ponte e depois... subir, subir, o monte da Borralheira até à Senhora das Necessidades.

Situados no meio da caravana, tivemos a companhia do Francisco Aguiar e Do Zé Pinto, que nos acompanharam no grande esforço da subida até ao Santuário, altura em que um deles teve um furo na roda traseira. Mas a subida muito inclinada e íngreme continuou e finalmente chegámos quase ao cimo da montanha, desfrutando então a paisagem de toda a albufeira do Távora.

Antes de lá chegar muita, muita... dificuldade pela inclinação do caminho; ao chegar à meta nem olhei que o percurso já tinha terminada; só quando levantei os olhos é que vi que a viagem tinha acabado já há. 15 metros.

Parámos então para nos reabastecer e recuperar as forças na sombra do centenário castanheiro do recinto da Srª das Necessidade. 



Trinta minutos depois lá regressamos à segunda fase do percurso, novamente em direcção ao Seixo, mas seguindo por Freixinho e Cardia.
 
Chegamos a Penso.

Depois mais à frente já com o cansaço, não me apercebi do desvio do caminho rural Freixinho-Ferreirim e se não voltasse  atràs, a 200 metros mais à frente logo me apercebi, ia parar à margem do Távora já noutra direcção; claro que para voltar ao sítio certo, tive de subir os íngremes 200 metros. 
Por essa altura o Francisco começou a ressentir-se do sol que apanhou durante o percurso; obvio, ia de tronco à mostra, é claro, começou com sintomas de febre e de garganta inflamada mas teve de ir aguentando.
Lá descemos a até à Cardia, e mais subidas empinadas pelo caminho até o Seixo

Aproveitámos a frescura dos choupos da ribeira de Chosendo para uma paragem e tomar uma bebida fresca, e, tamém, para roubar uns apetitosos morangos duma plantação mesmo à nossa beira.
Já bem cansados olhávamos para o ciclómetro e verificávamos que ainda faltavam alguns kms todos a subir em mau caminho, e as pernas começavam então a fraquejar.
Lá seguimos, por entre penedos e pinheiros, e em caminho irregular de terra com vários rasgos e regos consequentes das chuvas recentes, por mais e mais... subidas até cruzarmos com a estrada municipal Chosendo-Seixo, por onde nos dirigimos finalmente em direcção ao Seixo, apenas a umas centenas de metros já por estrada alcatroada.

 Na chegada ao atraente recinto desportivo do Seixo, fomos recebidos pela comissão organizadora do passeio, a mesma da Festa anual da aldeia, que se irá realizar brevemente.

Almoçamos e descansamos no café da colectividade, com a população da aldeia que enchia o recinto, a olhar-nos como uns seres estranhos entrando por ali a dentro, com roupa esquisita, de BTT, cansados e esfomeados. 

E a despedida...a pior parte...deixando para trás uma lindíssima paisagem uma camaradagem exemplar...e uma aldeia e gente muito acolhedora.

Para quem não conhece o interior selvagem de Sernancelhe está desde já convidado e recomendado a uma iniciativa destas, tanto de Verão como de Inverno!

Mordam trilhos, devorem caminhos!
 

 

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