Voltar 

As Manobras de Aproximação à estrada nova de Vila da Ponte
 

A velocidade baixou para 350 Km à hora, e agora, ou era mergulhar na Barragem do Távora, ou então com planeado e desde já decidido pousar numa pequena recta em Vila da Ponte, Sernancelhe, com 1000 metros de comprimento, e com uma aterragem a 200 Km por hora, inversão da força dos reactores a jacto,
travagem profunda e sem deslizamentos, haver alta possibilidade aos 900 metros de aterragem em pista ser possível imobilizar o reactor, e portanto evitar a tragédia, desde que naqueles 50 segundos não houvesse tráfego automóvel na estrada.

O Piloto da TAP, optou por reduzir a velocidade, baixar a altura da aeronave ao longo do comprimento da Barragem do Távora na direcção Vilar - Vila da Ponte. Na figura à direita já podemos observar  o avião em frente à ponte antiga da Vila da Ponte, com uma velocidade muito baixa, mas ainda para efectuar as manobras de aproximação e aterragem à nova estrada da aldeia, o que implicava manobras manuais de pilotagem de alta experiência, mas alto risco de insucesso.
Ficou bem planeado na rota do voo a não colisão com a aldeia ou habitações.

A sorte estava lançada.

Os passageiros, embora e persistentemente acalmados pelo pessoal de bordo, entraram em pânico. Estavam bem cientes que a colisão neste local remoto, granítico e coberto de Pinheiros era bem certa. Uns desmaiaram, outros gritavam: era o verdadeiro holocausto no habitáculo do avião.
 As próprias Hospedeiras de Bordo entraram em pânico, e rezavam já por um fim rápido e sem sofrimento.

  Voltar