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A BARRAGEM DO VILAR COMO PRIMEIRA MEDIDA PARA ATERRAR

A desgraça estava bem consciencializada pela Tripulação do Avião.
A primeira atitude a tomar pelo piloto e co-piloto, foi não embaterem em qualquer espaço urbanizado ou onde visualizassem pequenas aldeias ou localidades não detectáveis pelos radares de bordo.

A 2.000 metros de altura e já a 450 Km à hora visualizaram uma pequena albufeira , a barragem do Vilar, que poderia ser o alvo direccionado da queda, ou eventualmente e por milagre uma aterragem segura: mas esta última hipótese era muito remota para a salvação das centenas dos passageiros a bordo.

O avião continuou a descer, com os olhares muito atentos do piloto e co-piloto, na perspectiva de que houvesse ainda alternativa em se afundarem na Albufeira do Távora em Portugal, situada nos concelhos de Sernancelhe e Moimenta da Beira. Caso houvesse uma estrada de automóveis recta, com pelo menos 1000 metros de comprimento e um pouco ascendente alguma esperança haveria. As manobras periciais do piloto, os reactores ainda funcionáveis de modo inverso, conseguiriam então parar o avião seguramente sem a tragédia fatídica dos 380 passageiros. Já não discutindo os potenciais casos das populações que em terra poderão ser vitimadas com o embate e explosão da aeronave.
Frieza de espírito, experiência e competência dos condutores do avião dominaram os minutos que se seguiram.
A rápida descida e baixa de velocidade, agora para os 300 Km à hora, foram os factores que

já perante o pânico do Piloto e Co-piloto, decidiram friamente tomar uma posição e postura que poderia por em risco uma pacata aldeia - Vila da Ponte, Sernancelhe. E avançaram...

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