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Aterragem de emergência dum avião
 AIRBUS - A340 com 380 passageiros a bordo em vila da Ponte - Sernancelhe

Dia 19 de Novembro de 2005, dia rotineiro para a pacata aldeia de Vila da Ponte no concelho de Sernancelhe - Beira Alta.
A principal preocupação dos habitantes da aldeia neste dia, um Sábado chuvoso e frio, era o corte e arrecadação da lenha de pinho ou carvalho para se protegerem do prometedor frio que o Inverno já tinha em vista.
Sábado, dia também de relaxamento para muitos outros encarregados de trabalhos na função pública, ou empresas privadas, ou mesmo aqueles que já se habituaram a sair do pandemónio das grandes cidade, para gozarem e relaxarem o ambiente e ar puro que ainda coabitam por esta Beira-interior.
 
É sabido que Sernancelhe e concelhos circundantes,  fazem parte da rota internacional dos aviões que lá em cima nos céus,  e que cá por baixo no terreno os vemos minuto a minuto em miniaturas com os seus rastos, com direcções ora para a América, ora para o norte da Europa, ora de trajectórias do países mais nórdicos com direcção a Africa, e sabe-se lá, para a Ásia, Oceânia e uma infindável rota de destinos que de modo algum nos passa pela imaginação.

São os tempos modernos, a deslocação em poucas horas para qualquer capital da Europa, ou continente da Terra,  duma forma cómoda, e em termos de sinistralidade, o avião, o transporte público de maior segurança, qualidade e prazer na actualidade.
Diariamente viajam pelos Céus milhares de aeronaves, e só por muita casualidade e raramente se fala em queda de avião, ou falhas no sistema de navegação, aterragem ou descolagem destes.

Meio de transporte rápido e seguro, que conquistou o mundo civilizado, e este daquele depende. Quase todos nós procuramos o avião para férias de sonho, viagens de negócios, encontros familiares, e reuniões das grandes personagens políticas mundiais, para as principais deliberações políticas e sociais do homem e do planeta Terra.

E tudo se passa duma forma rotineira, e sempre numa perspectiva de segurança no transporte aéreo que nos transporta, ora para Paris, Moscovo, Nova York, Sidney, ou qualquer lugar do planeta onde exista um Aeroporto

Todavia o homem tem falhas, as invenções, certezas e todo o meio tecnológico por ele conquistado, às vezes dá sinais de rotura, ora por falha humana, desgaste de material, avarias mecânicas, ou dificuldades nos processos de comunicação, etc...
 
Foi o que se passou no fatídico dia de 19 de Setembro de 2005, quando um poderoso avião AIRBUS A340, replecto de passageiros, com 380 pessoas a bordo, e tendo descolado de LISBOA há 30 minutos, com destino a Macau, na Ásia, repleto de milhares de litros de combustível, pois a viagem seria directa e sem escala, eis que os seus poderosos jactos reactores deixam de funcionar a 11.000 metros de altura, por um grave curto circuito, impossível de reparar a bordo, e que em poucos minutos baixam a velocidade do avião de 10.1000 Km à hora para 800 Km à hora com uma descida para a superfície a 3 Km por minuto, ou seja já em planagem.
Aeroportos ou Aeródromos no pequeno raio de Quilómetros possíveis e programáveis para aterragem segura na distância que o Airbus se conseguia manter no ar não existiam.
Os aeródromos de maior aproximação eram o de Viseu, Seia ou Vila Real, mas com a queda vertiginosa que o avião ia em progressão tal era impossível.
O acidente, a desgraça e o pior estavam certos. O Comandante, o Co-piloto entraram em pânico. Aos passageiros foi tentada manter a calma pelas Hospedeiras de Bordo, apesar de se aperceberem que algo de muito grave iria acontecer. 

O que se passou nos próximos MINUTOS e Horas:
 

1º - A BARRAGEM DO VILAR COMO PRIMEIRA MEDIDA PARA ATERRAR

2º - As manobras de aproximação à estrada nova variante da Vila da Ponte

4º - O milagre da Aterragem em Vila da Ponte - Sernancelhe

5º - O que se passou nas Horas e Dias seguintes

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